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26 de julho de 2014

Jardins suspensos da Babilônia

Os Jardins suspensos da Babilônia são considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Estima-se que foram construídos na Babilônia a mando do rei Nabucodonosor para satisfazer as vontades de sua esposa preferida Amitis, no século VI a.C., tornando-se uma das principais obras arquitetônicas empreendidas pelo monarca durante seu reinado pela Mesopotâmia.

Eram compostos por cerca de seis terraços construídos em platôs, dando a ideia de serem elevadiços – ou suspensos, como o próprio nome sugere. Os andares tinham cerca de 120 m², apoiados por gigantes colunas que chegavam a medir até 100 metros. Cada superfície era adornada com jardins botânicos que continham inúmeras árvores frutíferas, esculturas dos deuses cultuados pelos acádios e cascatas, situadas em uma planície retangular. Para preservar a beleza dos Jardins Suspensos, escravos mantinham o sistema de roldanas e baldes para encher as cascatas e piscinas, distribuindo toda a irrigação para as superfícies do local. 

Para tristeza dos pesquisadores, em nenhum dos documentos encontrados na Babilônia no período de Nabucodonosor encontra-se registro da existência dessa gigantesca obra arquitetônica. O que se sabe está registrado em anotações de historiadores da Grécia Antiga, mas, mesmo assim, a maioria de suas informações são muito vagas. 

As imagens abaixo representam como teria sido o jardim. A primeira imagem é uma representação pintor holandês Martin Heemskerck (1498-1574) para os Hanging Gardens of Babylon. A segunda também é uma reprodução atual de como teria sido este jardim. 

Fonte das informações: InfoEscola



7 de julho de 2014

O fascínio pela natureza - o Jardim do Bispo de Mariana

EXTRA! EXTRA! A edição n. 105 da Revista de História trouxe matéria intitulada "O fascínio pela natureza", com artigo do historiador Moacir Rodrigo Maia. O antigo jardim dos bispos na cidade mineira de Mariana é matéria da edição de junho da Revista de História da Biblioteca Nacional (http://www.revistadehistoria.com.br/). Disponível em todas as Bancas de jornais. Corre para comprar a sua. 

Abaixo, temos algumas imagens da matéria que o autor gentilmente cedeu especialmente para os admiradores dos Jardins Históricos Brasileiros. O Grupo agradece, Moacir! (quem tiver problema para ler, pode pedir nos comentários que envio). 




18 de junho de 2014

Passeio Público de Salvador (BA)

Alô baianos! O Passeio Público de Salvador (BA)


Na litografia de Victor Frond, provavelmente do ano de 1858, vemos colunas encimadas por vasos e estátuas, além do obelisco no Passeio Público de Salvador. A vista para o mar faz-nos recordar o Passeio Publico do Rio de Janeiro e o de Fortaleza. O Passeio Público de Salvador foi inaugurado em 1810 pelo 8º Conde dos Arcos, Dom Marcos de Noronha e Brito, então governador da Bahia (1810 – 1918).

O obelisco de forma piramidal, em mármore português, foi inaugurado em 1815 para comemorar (e fazer rememorar) a passagem do Príncipe Regente (Dom João VI) e da família real portuguesa por Salvador em 1808. E, claro, inspirado no do Rio de Janeiro. Em 1913, o governador J. J. Seabra transferiu o obelisco para a Praça da Aclamação, ocupando o lugar de outro monumento: o busto do primeiro governador eleito da Bahia (1892 – 1896) – transferido, por sua vez, para o Largo da Vitória.

Alguém poderia nos contar qualquer coisa sobre o obelisco e o Passeio Público? Ao que parece, o Passeio Publico localiza-se nas proximidades da Praça da Aclamação e do Teatro Vila Velha, na Avenida Sete de Setembro (https://goo.gl/maps/5hLCC). Qual o estado de conservação do Passeio Público e do Obelisco? Alguém tem fotografias atuais? Ainda possui vista para o mar? Quem as tiver, compartilhe conosco aqui no Grupo!

Imagem: O mirante e o Obelisco do Passeio Público em ilustração com base em fotografia de Victor Frond, cerca de 1858.

16 de maio de 2014

Uma quinta portuguesa no interior do Brasil - Jardim do Bispo de Mariana


Entre o final do século XVIII e início do XIX um jardim com inspiração no desenho formal foi cultivado na cidade mineira de Mariana. Era o jardim do antigo Palácio Episcopal de Mariana, concebido pelo frei Cipriano de São José. A reconstituição histórica e documental deste precioso Jardim Histórico brasileiro é narrada no belo artigo do meu amigo e historiador Moacir Maia, publicado sob o título: "Uma quinta portuguesa no interior do Brasil ou A saga do ilustrado dom frei Cipriano e o jardim do antigo palácio episcopal no final do século XVIII". Vale a pena ler para conhecer não só este, mas os jardins mineiros do período colonial como um todo.





A imagem foi gentilmente cedida por Moacir Maia, autor do artigo e do projeto de restauro do jardim, e integra o seu acervo pessoal.

15 de maio de 2014

A fonte da Quinta da Boa Vista - RJ



Este interessante desenho do Palácio da Quinta de São Cristóvão foi publicado no livro de Gilberto Ferrez. Nele aparecem estátuas no coroamento da fachada à esquerda e vasos encimando as colunas do muro. O desenho seria da autoria de Frielieux [Fer de le ?]. ca. 1835. Fonte: FERREZ, 2000, p. 122. No entanto, esta fonte representada em frente ao Palácio não aparece em nenhuma outra imagem do período ou posterior. Parece-nos que ela desapareceu com a reforma empreendida por Glaziou na Quinta da Boa Vista por volta da década de 1860-70.


Esta imagem (entre outras) consta do artigo que publiquei na Revista Espaço Acadêmico sobre os ornatos de arquitetura para jardins no ecletismo do paisagismo brasileiro. Disponível neste link.


De acordo com Achilles Pagalidis: esta outra imagem, de Karl Robert Barton Von Planitz, é peça da coleção do casal Maria Cecília e Cândido de Paula Machado Guinle. (Fonte: Gilberto Ferrez Iconografia do Rio de Janeiro - Catálogo Analítico 1530-1890 Volumes I e II Edição publicada pela Casa Jorge Editorial - Rio de Janeiro).